Madrugadas

luaDurante a madrugada que passei acordada eu pensei em muitas coisas que queria te falar. Sempre acho que minhas melhores ideias surgem à noite, como se ironicamente a clareza nascesse no escuro, mas toda a linha de raciocínio simplesmente se dissipasse com os primeiros raios de Sol. Quando desisti de tentar vencer a insônia e me sentei na cozinha com um copo de água eu lembrei da nossa conversa sobre ser feliz a cada instante ou no geral — a última boa conversa que tivemos, ilustrada pelas suas caretas a cada gole de mate. Eu te disse que se não quisesse não precisava tomar e que se faltasse vontade poderia ir. Aquele era o preciso momento, sabia? Mas você bebeu… e você ficou. Quantas coisas você sempre detestou mas nunca teve coragem de me dizer? Por fim, achou a resposta? Eu ainda acho complexo e prefiro pensar na temperatura da água e no que fiz de errado para a bombilla estar entupida. Onde eu errei?  Quanto eu deixei passar nas entrelinhas do não dito? Todas essas respostas estavam claras na minha cabeça, mas eu fechei os olhos e dormi. E quando eu acordei tudo outra vez não passava de um imenso borrão, como num sonho ruim. E não foi?

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