Atenção, você pode estar infectado por HIV

Imagem de divulgação.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, a cada 100 mil habitantes, cerca de 18 estão infectados por HIV, o vírus causador da Aids. Isso leva à morte mais de 11 mil brasileiros por ano, o que representa, em média, uma morte a cada 45 minutos. E você, tem HIV? Não? Já transou alguma vez na vida sem camisinha? Sim? Então não se engane, você pode ter HIV. Isso sem falar em transfusões de sangue, agulhas contaminadas e gestações sem um bom pré-natal, nas quais a mãe pode passar o vírus para o bebê.

Talvez você esteja pensando: “ah, mas faz tempo, se eu tivesse Aids já teria aparecido algum sintoma”. Nesse caso, é importante frisar que estar infectado pelo vírus HIV não significa ter Aids. Quando uma pessoa contrai HIV, o vírus passa por um período de incubação que dura de 3 a 6 semanas e o organismo leva de 30 a 60 dias para produzir anticorpos. Os sintomas provocados geralmente passam despercebidos por serem muito leves, semelhantes aos da gripe. O próximo período, que pode durar ANOS e é assintomático (não apresenta sintomas), é caracterizado pela forte interação entre as células de defesa do corpo e as rápidas mutações do vírus e ainda não enfraquece o organismo. Essa constante guerra no sistema imune, porém, enfraquece as células de defesa, que começam a funcionar com menos eficiência e serem destruídas. Com isso o organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns, chegando ao estágio mais avançado da doença, a Aids. Pessoas que chegam a essa fase por não saberem que estavam contaminadas ou por não seguirem o tratamento indicado estão mais sujeitas a hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

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O ponto principal nisso tudo é que a partir do momento em que alguém foi infectado, mesmo no período de incubação do vírus, essa pessoa já é capaz de infectar outras. E isso se aplica a todos, mesmo àquele amigo que você conhece há anos e transou semana passada, ao casal de namorados idosos e à maior gata da academia, que tem um corpão e transborda aparência saudável. Para ter HIV não é preciso ter olheiras e ser extremamente magro e fraco: basta ter se exposto a uma situação de risco. Está mais do que na hora de pararmos de acreditar que pessoas bonitas e cheirosas são imunes à Aids. É essa cultura de ignorância e preconceito que tem alavancado a doença e feito o número de mortes no Brasil por Aids se manter estável, enquanto a média do mundo, entre 2005 e 2011, caiu 24%. Se você já transou sem camisinha e realmente não contraiu o vírus, não é porque você é melhor que quem foi infectado, é porque teve sorte — mas poderá não ter na próxima vez.

Poucas pessoas hesitam em ir ao médico quando acham que podem estar com catapora ou tuberculose, por exemplo, mas a maioria reluta em fazer um teste de HIV. Muitas, inclusive, por medo e vergonha. Claro que ninguém quer receber esse diagnóstico, mas não há o que temer: atualmente muitas pessoas soropositivas (com o vírus HIV), ao descobrirem precocemente a doença e serem tratadas, seguem com muita qualidade de vida. E estar doente não é vergonhoso para ninguém, não importa como a doença foi contraída. Vergonha mesmo é não se certificar de que realmente não tem o vírus, se omitindo de ajudar a combater uma epidemia tão grande.

Por isso, se você alguma vez já passou por uma situação de risco (frisando que sexo sem camisinha com o namorado também entra nesse campo), espere 30 dias após a exposição (devido ao período de incubação, no qual o vírus não pode ser identificado), ligue para o Disque Saúde (136), consulte a lista de unidades das redes públicas de saúde ou vá até um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e faça um teste anônimo e gratuito. Caso o diagnóstico seja positivo, há um encaminhamento para o Serviço de Atendimento Especializado, onde a pessoa passará por todos os exames necessários e receberá tratamento não apenas com medicamentos, mas também com apoio de psicólogos, nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos e assistentes sociais. Eliminarmos nossos próprios preconceitos é a forma mais eficiente de fazermos nossa parte.

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