Encantos do cotidiano

Como prometido, cá estou para contar como me sai na minha missão de encontrar três coisas encantadoras do cotidiano. No primeiro dia, sai de casa parecendo cachorro em casa nova: fuçando, olhando e cheirando tudo. Fui até o trabalho prestando toda a atenção e nada, não encontrei nadica de diferente. Já na volta, quando nem estava tão atenta, dei de cara (não literalmente, para minha sorte) com uma arvore inédita. Ela tinha umas folhas que me lembravam as de uma árvore que eu gostava de brincar na infância e uma flor muito diferente. Curiosa, peguei uma flor e levei para casa, para perguntar a minha vó se ela sabia o nome da flor. Como ela também não sabia, sentamos na frente do computador e fizemos uma busca não muito promissora no Google: “imagens flores são paulo”. Sem esperanças e querendo sair para entrar logo no Facebook, era incentivada pela minha vó, que mesmo sem saber ligar um computador, me dava dicas de busca e se encantava com qualquer imagem de flor. Surpreendentemente, encontramos umas flores semelhantes e vimos que a árvore pertence à familia Fabaceae (ou é do grupo das mimosas, como concluiu minha vó). Como nossas deduções foram feitas com base em comparações, não posso garantir as informações taxonômicas, então posto uma imagem. PS: O mais legal dessa árvore é que quando a encontrei, de noite, sua folhas estavam todas grudadas, fechadinhas. Quando tirei a foto, de manhã, elas estavam aberta.

No segundo dia, observei que fizeram manutenção em um canteiro do meu bairro. Ficou lindo, porque existe uma única árvore gigante, bem velha… as outras são mudas de diferentes tamanhos ou árvores jovens. Um contraste que ficou super destacado após podarem a grama. Mas a minha missão do segundo dia foi feita à noite, quando decidi aproveitar o frio para fazer uma noite de vinho com queijos e frutas com chocolate em casa, com meu namorado e minha vó. Além de ter sido delicioso, foi incrível ver os dois tão felizes com minha surpresa. Nada se compara aos sorrisos da minha vó, elogiando tudo ou à expressão de apaixonado do Thiago, dizendo: “nossa, meu dia foi péssimo… uma noite assim era tudo que eu estava precisando”.

No terceiro dia, a observação foi feita logo cedo, quando minha vó me chamou para ver uma flor dela, que tinha acabado de abrir. Eu estava super atrasada e considerei dizer “agora não vai dar”, mas resolvi dedicar dois minutos do meu tempo à  flor (e a minha vó, que estava toda orgulhosa do seu novo bebê). A flor realmente era linda, chama balãozinho (por um motivo que ao ver a foto ficará óbvio). Mas, mais do que isso, me dei conta de que minha vó tem muuuuitas plantas no quintal e pela casa toda. Imaginei quantas novas flores não nasceram ali, debaixo do meu nariz, com toda sua graça, enquanto eu “estava ocupada demais para admirá-las”.

Apesar de me sentir um pouco mal por perceber o quanto sou egoísta, a experiência foi incrível, porque com ela me atentei mais ao mundo ao meu redor e, principalmente, abri as portas para que pudessem entrar no meu mundo. Recomendo a “brincadeira”.

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