Entre risos e cor

“Eu tenho sorte”. Em uma festa de aniversário em uma balada muito doida, não é fácil lembrar de muitas conversas. Mas essa frase hoje soa em minha mente como se ainda estivesse sendo pronunciada. Pois é, eu também acho, assim como ouvi ontem de uma das pessoas que enchem meu mundo de cor, que tenho sorte, porque amizades como essas que temos são raras. Pode parecer demagogia ou clichê, mas em um mundo tão frio, tão individualista e acelerado, as amizades estão se diluindo. Como diz a raposinha do Pequeno Príncipe, os homens compram tudo pronto em lojas, mas não existem lojas de amigos, então os homens não têm amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me.
       Meu pai sempre me disse que você pode ter muitos colegas, mas quase nenhum amigo. Acho que, mais uma vez, terei que discordar dele. O tanto de amigos que temos depende de quanto nos doamos. Depende de quanto compreendemos as diferenças e de quanto nos colocamos no lugar do outro. Amizade, talvez, não seja sorte, mas mérito. Não pode ter um amigo quem não chora junto, quem não sente a dor do outro, quem não discute e depois fica mal, querendo fazer as pazes cinco minutos depois, quem não tem a liberdade de poder dizer “eu te amo”. 
        Quando penso neles, nos meus amigos que o tanto que têm de malucos têm de coração puro, fico em paz. E eu queria  escrever muito mais, queria escrever um texto para cada um deles. Queria contar sobre o quanto ela sempre me entende, queria contar sobre o quanto me identifico com ele e o acho engraçado, queria contar sobre o quanto o admiro e gosto dos nossos papos-cabeça, queria dizer sobre o quanto me fazem feliz. Mas parece que tudo que sinto aqui dentro está tão bem instalado em mim que não quer sair para o mundo. Talvez porque seja difícil explicar algo que simplesmente se sente, pura e inocentemente. Então vou encerrar minha tentativa frustrada por aqui, com a dúvida sobre “ter sorte ou ter feito por merecer”, mas com a certeza de que, definitivamente, eles são como uma caixinha de lápis de cor com 48. Daqueles que quando eu era criança eu pensava: caramba, quanto lápis, quanto cor. Daqueles que são capazes de transformar uma folha vazia em um mundo bonito. E é nesse mundo que eu quero estar. 
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2 respostas para Entre risos e cor

  1. Paloma disse:

    Outro dia falei que meus amigos são uma das MELHORES partes da minha vida.

  2. ThiagoSP disse:

    É tão difícil passar em palavras a maneira que amigos assim são importante porque já fazemos isso com ações todos os dias. Encher o mundo de alguém de cor raramente acontece em mão única

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