Sorrir ainda compensa

Estava chegando no ponto de ônibus quando vi o ônibus que eu preciso parado, já quase fechando a porta. Como ele demora muito para passar, resolvi dar uma corridinha enquanto acenava e pulava como uma maluca para o motorista não sair. Após fechar e abrir a porta em um momento de indecisão, ele resolveu esperar. Quando cheguei, o motorista e eu elaborávamos uma expressão, simultaneamente. Ele estava fechando a cara em sinal de reprovação e impaciência. Eu estava abrindo um sorriso (não porque sou muito malandrinha, mas porque, além de não ser muito difícil me fazer sorrir, o motorista realmente foi gentil), seguido de um “Obrigada”. E, para minha surpresa, o rosto bravo do motorista se transformou em uma mescla de surpresa e amizade e ele me retribuiu com um meio sorriso infantil, como aqueles que costumávamos dar quando uma criança desconhecida ficava nos cercando e querendo fazer amizade. Então eu passei na catraca com a certeza de que mesmo em meio ao caos e à frieza de São Paulo, o sorriso ainda não perdeu seu incrível poder de abrir caminhos e derreter corações.
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