Sonhos dourados…

Eu acordo cedo, sem sono, disposta a encarar mais um dia de academia. Aí eu chego na sala e vejo ele ali, dormindo profundamente. E o meu edredom preferido enrolava todo o corpo (também meu preferido) dele. Apenas fios dourados e irritantemente lisos coloriam o travesseiro branco. Eu vou chamá-lo, vamos tomar café da manhã e mais um dia seguirá, porque ir à academia é um compromisso que assumi. Mas algo como um imã me puxa para o colchão, e antes que eu pudesse resistir ele acorda, me cobre e sem nem mesmo abrir os olhos, me aninha. Tanto calor, tanto carinho, tanto conforto. E aí eu lembro que na noite anterior ele chegou completamente molhado, porque nem mesmo a chuva absurda que caia o fez desistir de atravessar a cidade para me ver. Suas roupas penduradas no banheiro me fazem pensar que aquele corpo quente teria que entrar nelas… e não estava calor. Ao tentar sair daquele colchão que já tem a nossa forma, além de frio, eu sinto que compromisso algum me faria abrir mão do “quentinho bom” e do abraço que afasta todos os pesadelos que me perseguem. Eu me aconchego um pouco mais, dou um leve suspiro e o sono vem, como se nada fosse mais certo que isso. E antes que meus olhos fechassem, mais uma vez eu me encanto por ele e pela paz que ele me traz…
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